O Ao Cubo sempre marca presença na Marcha para Jesus. Em entrevista ao portal iGospel, o rapper Feijão, um dos integrantes do grupo, destacou a importância da manifestação. Acompanhe a seguir:

Vocês ficaram reconhecidos por suas apresentações inovadoras. Por que, na edição de 2016, vocês trouxeram o ambiente do circo para o palco da Marcha para Jesus?

Nosso objetivo foi levar alegria para a população que tanto sofre com a política e economia do nosso país. Nós pensamos em diversos temas, mas este foi o que mais nos agradou. Nós acreditamos em um Brasil melhor e mais feliz.

A gente sempre utiliza a Marcha para fazer um número novo, para apresentar um teste de coisas novas que serão levadas para as turnês! Então, para nós, é sempre um dia especial!

A Marcha para Jesus é um dia separado para declaramos publicamente a nossa fé em Jesus Cristo. Mas, obviamente, a organização do evento acredita que esta deve ser uma prática diária. Você acha que é esta a realidade dos cristãos atualmente?

Eu também acho que todos os dias das nossas vidas devem ser reservados para Jesus. Tudo o que a gente faz é para adorá-lo. Quando a gente vai trabalhar, quando a gente vai se divertir, quando a gente ora… Todos os dias são para Ele. Eu fico muito emocionado quando eu vejo uma multidão reunida por causa de Jesus, até hoje, depois de dois mil anos. Mas eu acho que este mover não deve se limitar ao dia da Marcha. Temos que levar o evangelho sempre!

Vocês acompanham a Marcha para Jesus há muito tempo. Como foi sua primeira experiência com o evento?

Eu não sabia muito bem o que era Marcha para Jesus. Quando eu morava aqui na zona norte, eu olhei para a janela, vi uma bagunça de gente e desci para ver o que era. Comecei a ler nas camisetas das pessoas a palavra “Jesus” e todas aquelas faixas estendidas. Aí, eu entendi que era alguma coisa da igreja. Eu já ia à igreja, mas eu nem sabia o que era. Eu fui ver as bandas no palco, apesar de não conhecer nenhuma delas. Eu estava ali, sozinho. Dali em diante, começou uma nova fase na minha vida. Eu fui para a igreja com um novo olhar, sabendo que tinham pessoas parecidas comigo!

Você já marchou nas ruas, acompanhou o evento no trio elétrico e já se apresentou no palco do evento. Qual o momento que mais te emociona na Marcha?

É difícil dizer. São momentos únicos! Na verdade, se apresentar no palco nos deixa muito nervosos. Mas, ao ver aquele monte de gente, você consegue ver Jesus no rosto de um jovem e de uma jovem. Às vezes, você está no meio de um monte de gente, e você não percebe, mas Jesus está lá. No meio de um monte de gente gritando, você não sente muito isso, mas lá no cantinho, no meio da multidão, você vê Jesus. Nestes momentos, eu choro sozinho, me arrepio.

O Brasil é uma das nações que podem manifestar publicamente sua fé. Você acha que os cristãos do nosso país valorizam essa liberdade?

Eu tenho medo de as pessoas acharem que devem fazer isso só no dia da Marcha para Jesus, porque a igreja é viva e está nos corações. O templo de pedra não é igreja, é somente um lugar onde as pessoas se reúnem e passam novas experiências. A igreja é viva. A igreja está na cozinha, na praia, na roda de pizza, no metrô, por isso, gostaria que todos entendessem que não é só um dia que a igreja se reúne, são todos os dias.

Relembre as apresentação do grupo na Marcha de 2014: